quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que você deseja?

Todos nós temos desejos, muitos deles, aos milhares, se pararmos para refletir daria para fazer uma lista sem fim. Comigo não é diferente, tenho tantos desejos, que acho essa vida curta para realizar todos eles. Uns são mais fúteis, outros são pura beleza. O que seria da vida se nós não tivéssemos desejos? O mundo não prosperaria, as pessoas não seguiriam em frente, não pensariam coisas novas, não seriam audaciosas.

Desejamos muitas coisas ao longo da vida, algumas se perdem ou deixam de fazer parte do nosso foco de desejo, muitas passam a ser desejadas apenas de vez em quando, e outras, fazem com que a vida não seja plena se não forem concretizadas. Desejar é talvez o que nos impulsiona a viver. Uma grande e sábia amiga minha diz que a gente não pode apenas desejar, tem que ter em mente o desejo de forma positiva, para que o universo e os outros ao seu redor possam entrar na mesma sintonia.

Engraçado é que muitas das coisas da vida que realmente valem a pena, dependem de outras pessoas. Ou seja, nosso desejo, muitas vezes depende do desejo do outro. Isso é de uma loucura sem tamanho e de uma gostosura que me faz pensar o quanto todos somos ligados. Essa grande teia nos une através de nossos desejos. Alguns desejam ficar ricos, outros desejam se casar, existem aqueles que querem perder peso, uns querem ir para Paris, outros querem viajar pelo mundo, ter filhos, encontrar o grande amor, ser promovido, comer a comida da vovó, dar um abraço no amigo distante, ganhar na loteria, comer chocolate, dar um trago no cigarro, fazer amor, correr uma maratona, trabalhar menos, beber uma cerveja, dormir mais, brincar com os filhos, arranjar um emprego, ter tempo...

Desejos são infinitos e nos guardam surpresas. Alguns atravessam o tempo, passam por crises, desentendimentos, agressões, e continuam lá, intactos. Desejos são eternos, porque uma vez desejados não podem mais voltar atrás, desejar é mandar para o universo, mesmo por pensamento, as mais fortes sensações do que você realmente é e sente.

Devemos então, como essa minha amiga diz, ter muito cuidado com o que desejamos, afinal, de alguma forma, o universo sempre entende. Nossa vida se faz muito mais pelos desejos que escolhemos, do que por aqueles que sonhamos. Assim, se uma vida inteira se faz com desejos realizados, metade deveria ser feita daqueles desejos que foram os mais sonhados. Infelizmente, não é sempre que o nosso desejo é realizado, muitas vezes, chegamos perto, bem perto e, por alguma razão não dá.

Em três desejos eu quero:

Encontrar meu príncipe encantado.

Ter um filho.

Rir sempre.

Ahh, e se puder ser quatro...não parar nunca de desejar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DesEncontro

E eu aceitei. Aceitei porque eu tinha passado uma raiva danada à tarde e sair de casa, sair de onde eu tinha quase explodido ia me fazer bem. Eu aceitei não por sua causa, e sim por minha causa. Eu sei, eu sou egoísta, não passo de uma tola que acha que vai funcionar, e, na verdade, nunca funciona. Eu aceitei porque, de toda maneira, você me faz rir, com essa cara de menino que fez arte, mas nem sabe qual foi. Eu aceitei porque tem sido assim, aceitar sem questionar, prá se proteger um pouco do mundo que me deixa totnta. Você nem me deixou arrumar direito, ou, na verdade, eu não fiz questão de me arrumar.

Talvez porque com você eu me ache bonita demais, sedutora demais, cheirosa demais, inteligente demais, e tudo que é demais sobra. Com a gente sempre sobra. Sobra uma coisa que passa longe de ser o que as pessoas chamariam de "estar a fim". Não é isso, na verdade eu nem sei o que é. O impressionante é que com os outros eu nunca sei, mas eu sabia antes, mas isso ficou distante. Acho que, além de boba, estou ficando velha, desacostumada dessa coisa de sentir. Eu aceitei porque eu acho bonitinho também o modo como você chega meio amassado e cansado perto de mim, sempre. E eu tenho vontade de arrumar sua blusa, a pontinha dela, feito como a gente faz com criança desalinhada.

E eu acho bonitinho o modo como você tenta paracer mais maduro e me criticar porque eu sempre te acho infantil. Vai enteneder, eu nunca sei porque eu insito nisso. Quer dizer, eu insisto, porque além de tudo, você tem frases inteligentes. Deve ser isso, eu aceitei porque no final, eu gosto da sua conversa, mesmo não concordando quase nunca com ela. As pessoas até olham a gente passar e eu sempre pergunto porque as pessoas estão olhando. Você diz que ninguém nunca olha, que eu sou louca e eu até acredito. Eu aceitei porque eu dou risada, um pouco de mim, um pouco de quem passa, um pocuo de você. eu dou uma risada que você nunca entende, e nunca sabe se é de alegria, nervosismo ou cinismo mesmo. Você quase sempre aposta no cinismo. Eu aceitei porque a sensação de andar de mãos dadas ainda me deixa nervosa, mesmo depois de tanto tempo.

A sensação de ter uma mão apalpando a minha ainda me deixa sem ar e nesse momento, eu posso fingir, meio que fechar os olhos e imaginar o que quiser. Eu aceitei porque não tenho que dar satisfações, não tenho que ser boazinha, não tenho que parecer séria, e isso é ótimo. E eu chego até a ficar orgulhosa, mesmo sabendo que amanhã nem vou me lembrar disso direito. Todas as pessoas olhando, vendo que amanhã nem vou me lembrar e me achando a pior pessoa do mundo. Eu aceitei, porque apesar de estar dura como pedra, ainda sinto arrepios com beijos demorados.

Cores...

Atendendo a pedidos, e falando um pouco de moda...vai lá...

Eu não sei viver sem esmaltes e acho um desleixo geral a mulher que não sua. Podem brigar, podem me chamar do que quiserem, mas com tanta cor por aí, também não vale poassar aquele renda horroroso que mais parece nada. Eu adoro experimentar e ultimamente, eu que sou a fina flor do vermelho "desejo" da risqué, passei a andar por outras bandas.
Nessa semana minha irmã me perguntou se eu estava ficando louca, pois aderi ao lindísssimo e ousadíssimo "Brilho da noite", da Colorama. Ele é um preto cintilante, lindo de morrer, mas que para limpar, glória a Deus nas alturas e paz na terra às manicures de boa vontade.
Então, para aquelas que gostam de ousar tanto quanto eu vai lá as cores mais, mais que estão por aí nas mãos das mais, mais do momento:


- Pink Fluor - usei e amei....é bem cheguei, mas fica um arraso de moderno.


- By Grace (Impala) - a chiquérrima Amarilys desfila sua beleza com ele. É um vermelho meio cor de antigo, cor de burro fugido e é lindo. Para aquelas que não tem coragem de usar o "desejo" porque é aberto demais, vale apostar neste.


- Tóquio (Risqué) - parente do "brilho da noite", mas o tóquio é mais metálico, puxado para o cinza. Fica um luxo com roupas claras e com look total preto. Ah, na verdade, acho que ele fica bem com tudo e a loira Alinne Moraes anda desfilando com ele na novela.





- Obsessão (Risqué) - ele é muito roxo, mas dependendo da pele da pessoa pode ficar mais escuro um pouco...a Alice, amiga da Protagonista Helena, não tira ele das mãos e arrasa!!

- Audrey (Impala) - a querida Helena (adoro os looks dela) não tira ele das mãos. Como modelo que é, ele combina com tudo e é discreto, tem cara de chique sabe.

Enfim, depois não vale reclamar que a vida não pode ter um pouquinho de colorido, nem que seja nas pontas dos dedos...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Joelhos ralados

Até alguns anos atrás minha mãe dava presente do dia das crianças para mim e para minha irmã. Ela dizia que era um modo de a gente nunca perder a criança interior. E era bonito aquilo, duas adultas doidas querendo saber o que iam ganhar no dia das crianças. Esse tempo passou, passou como passa tudo que um dia foi bom na vida. Nós não ganhamos mais presentes nessa data e a sensação que tenho é que a nossa criança interior foi deixada para trás a passos largos, apressados, desorientados, passos das adultas que agora somos.

Fico pensando que algumas pessoas, a cada ano que passa, se afastam mais e mais daquilo que sonhavam ser quando crianças. Muitas se tornam tão ranzinzas, nervosas, rancorosas e tão pouco lúdicas com o que a vida lhes apresenta, que fica mesmo difícil ter sonho. O que sinto falta de ser criança é aquela sensação de acreditar que tudo ia ser possível, de que tudo tinha sabor de chocolate e que o ruim da vida era ter medo do bicho papão.

E assim, paramos de sonhar, paramos de acreditar. O ruim de ser adulto é que a gente tem que chorar baixinho, porque afinal, a gente cresceu. Sem saber que o que a maioria de nós queria mesmo era um colo macio para se amolengar. O ruim, é ver que o possível não se tornou o que sonhamos.

No final das contas, precisamos entender que crescer é o maior aprendizado de alguém. Joelhos ralados doem menos que perceber que nos tornamos adultos duros demais. Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Reinventando

É, eu meudei...e por isso, mudei também a cara do blog. Adoro escrever e não vou parar, mas daqui para frente vou falar de outras coisas que vem se misturando à minha vida, agregando, me reinventando, me fazendo melhor...Espero que gostem...

b.