Às vezes eu acho que tem algo de errado comigo. Final de semana desses me entreguei a um filme que há tempos queria ver: "Amor nos tempos do cólera". De todas as mulheres, de todas as renúncias, de todo o figurino, de todas as falas, paisagens lindas e daquele Javier Bardem maravilhoso que eu queria lá em casa nem que fosse como objeto de decoração, ficou a pergunta que o filme traz: 'quanto tempo você esperaria por um amor?'.
Eu vejo algumas pessoas reclamando tanto e acho que pouca gente consegue seguir sentindo. Sentir é para quem tem asas de borboleta, coração como pipa no céu, pés de nuvens, mãos de polvo. Seguir sentindo é para poucos. E então, meio triste, respondi eu mesma a frase para o mundo inteiro: nem um minuto.
Eu nunca entendo, porque eu sempre acho que eu esperaria vidas a fio, muitas delas, diferentes, passageiras, faceiras, tristes, risonhas, esperando esse amor que nunca vem e talvez nunca virá. E então, eu procuro achar outra coisa que preencha os dias e que os deixe mais coloridos. E quem ousa achar isso triste é porque nunca amou de verdade, daqueles amores que você se afunda dentro da outra pessoa, daqueles amores que se olham com profundezas de outros lugares, lugares estranhos, mas que nunca se estranham. Daqueles amores que se esperaria uma vida inteira para ser feliz um minuto só.
No meu romantismo bobo de fim de tarde, eu acredito que ainda existem pessoas capazes de despertar na gente uma gota de seguir sentindo, mesmo que acabe ali na esquina. Ser feliz o tempo todo não dá, mas dá para ser feliz de vez em quando, quando a gente não tem medo, nem egoísmo.
Porque seguir sentindo faz você se desnudar inteiro, ser quase o outro. E por ter sentido um pouco isso, eu me sinto um ser de outro planeta, flutuando entre sentimentos que nunca dizem o que querem dizer e nunca sentem como devem sentir. Meu beco sem saída é uma porta aberta para poucas possibilidades, onde seguir sentindo pode parecer meio louco, mas na verdade, se pararmos para pensar, é bonito demais.
Eu vejo algumas pessoas reclamando tanto e acho que pouca gente consegue seguir sentindo. Sentir é para quem tem asas de borboleta, coração como pipa no céu, pés de nuvens, mãos de polvo. Seguir sentindo é para poucos. E então, meio triste, respondi eu mesma a frase para o mundo inteiro: nem um minuto.
Eu nunca entendo, porque eu sempre acho que eu esperaria vidas a fio, muitas delas, diferentes, passageiras, faceiras, tristes, risonhas, esperando esse amor que nunca vem e talvez nunca virá. E então, eu procuro achar outra coisa que preencha os dias e que os deixe mais coloridos. E quem ousa achar isso triste é porque nunca amou de verdade, daqueles amores que você se afunda dentro da outra pessoa, daqueles amores que se olham com profundezas de outros lugares, lugares estranhos, mas que nunca se estranham. Daqueles amores que se esperaria uma vida inteira para ser feliz um minuto só.
No meu romantismo bobo de fim de tarde, eu acredito que ainda existem pessoas capazes de despertar na gente uma gota de seguir sentindo, mesmo que acabe ali na esquina. Ser feliz o tempo todo não dá, mas dá para ser feliz de vez em quando, quando a gente não tem medo, nem egoísmo.
Porque seguir sentindo faz você se desnudar inteiro, ser quase o outro. E por ter sentido um pouco isso, eu me sinto um ser de outro planeta, flutuando entre sentimentos que nunca dizem o que querem dizer e nunca sentem como devem sentir. Meu beco sem saída é uma porta aberta para poucas possibilidades, onde seguir sentindo pode parecer meio louco, mas na verdade, se pararmos para pensar, é bonito demais.