Houve um tempo em que as certezas fugiam de mim e eu achava que ia ser assim para sempre. Passados dias, meses, eu percebi o quanto as coisas podem mudar. As certezas agora fugiam dele, e agora, elas venciam. Às vezes está escuro, tarde da noite, noite clara. Já quase não chove e o sol sai só para me afrontar.
Ele me odeia porque me faz lembrar as manhãs que eram boas ao acordar sendo observada. O olhar percorria todo o corpo, tentando encontrar uma palavra para descrever tanto amor. As palavras não saíam, nunca, nem quando era noite clara, nem quando o sol percorria a beirada da cama. Contudo, por mais que o sol faltasse ou a noite demorasse a chegar, estávamos lá, encontrando alguma coisa que a gente sabia que era eterno, ou pensava ser.
Finais de semana inteiros lado a lado, sem cansaço de olhar ou de amar. Não era mesmo feito para dar certo. E quando às vezes as coisas silenciavam, eu ou ele dizia: “Aqui...”, “Hum?”, ”Nada não”. E ponto. A gente sabia. E eu confesso que sempre tive medo disso, disso de me perder sem ter medo, de me entregar sem saber para onde, de ficar nele pra sempre sem saber onde, de não caber em mim e não conseguir voltar para o mundo. Tanto tempo, tanta falta, que já me esqueci de como é querer. E agora, tanta distância: “Aqui...”, “Hum?”, ”Nada não”. E continuamos a entender, mas agora no silêncio, no segredo. Era amor demais. Amor demais para desperdiçar.
Ele me odeia porque me faz lembrar as manhãs que eram boas ao acordar sendo observada. O olhar percorria todo o corpo, tentando encontrar uma palavra para descrever tanto amor. As palavras não saíam, nunca, nem quando era noite clara, nem quando o sol percorria a beirada da cama. Contudo, por mais que o sol faltasse ou a noite demorasse a chegar, estávamos lá, encontrando alguma coisa que a gente sabia que era eterno, ou pensava ser.
Finais de semana inteiros lado a lado, sem cansaço de olhar ou de amar. Não era mesmo feito para dar certo. E quando às vezes as coisas silenciavam, eu ou ele dizia: “Aqui...”, “Hum?”, ”Nada não”. E ponto. A gente sabia. E eu confesso que sempre tive medo disso, disso de me perder sem ter medo, de me entregar sem saber para onde, de ficar nele pra sempre sem saber onde, de não caber em mim e não conseguir voltar para o mundo. Tanto tempo, tanta falta, que já me esqueci de como é querer. E agora, tanta distância: “Aqui...”, “Hum?”, ”Nada não”. E continuamos a entender, mas agora no silêncio, no segredo. Era amor demais. Amor demais para desperdiçar.